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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Loud!

A Loud! é uma revista nacional que foi criada no ano de 2000 e que tem como público alvo todos aqueles que gostam de sonoridades alternativas.
Sendo o seu principal objectivo divulgar todas as bandas underground da cena nacional e internacional, esta publicação apela a todos os fãs metaleiros a descobrirem algo novo todos os meses, nunca deixando de  acompanhar também todos os acontecimentos mais recentes do meio.
Para além disso, a revista é completa com reviews de álbuns, entrevistas e tanto o melhor como o pior dos concertos realizados em solo português.
No entanto, não querendo com isto retirar-lhe todo o mérito devidamente atribuído, está bem longe de ser perfeita. 
 Ao ler a Loud! do mês passado, verifiquei que erros ortográficos são consistentes (embora passem despercebidos a um olhar menos atento) bem como a troca de palavras,o que conduz a uma interpretação totalmente diferente do texto.
Um outro aspecto a referir, é o cheiro incomodativo das páginas, não sei ao certo se será do tipo de tinta que utilizam, mas com certeza devia ser algo repensado no futuro de forma a não causar qualquer tipo de desconforto ao leitor.
 Assim sendo, a minha intenção ao escrever este post, é apelar a todos aqueles que ainda não leram a revista para o fazerem, sejam curiosos e opinem sobre o assunto.
 Vejam por vocês mesmos se esta revista pode ou não estar à altura de competir com uma Revolver*.



* revista do mesmo género oriunda dos Estados Unidos

PS: Esta é a capa de Julho. Nesta edição poderão ler um texto meu, que foi nomeado como a carta do mês.


terça-feira, 2 de março de 2010

Importação de conhecimento

Imaginem que somos verdadeiros sugadores do conhecimento e que queremos saber cada vez mais sobre determinado assunto porque aquilo até nos dá  um certo prazer. Nesta altura restam-nos duas opções: recorrer à internet e pode ser que tenhamos a sorte de encontrar só dados fidedignos ou então os suportes físicos são a melhor opção.
No metal acontece exactamente da mesma forma.
Os apaixonados vão tentar por a mão a tudo quanto seja possível e aí, surge uns dos primeiros obstáculos: a língua.
Infelizmente, muito pouca da informação é literalmente traduzida para português o que causa algum transtorno às pessoas que não têm um inglês fluente, pois no meio da tradução perdem-se sempre pormenores importantes.
A segunda barreira é a escassa informação que cá nos chega.
Os livros e os álbuns só se encontram disponíveis vários meses depois (o que é desesperante para qualquer verdadeiro fã), já para não falar do custo acrescido que tanto estes como as revistas, ficam sujeitos. Isto se de facto o produto estiver disponível aqui em Portugal, o que nem sempre acontece.
Centrando agora a minha ideia neste último ponto; o das revistas, é comum afirmar que poucos são ainda aqueles, os verdadeiros fãs, que gostam e se entusiasmam com a compra de uma revista, de um cd, ente outros, mas digamos que mesmo esses não têm grande opção de escolha.
Entre a Loud, as fanzines mais conhecidas e pouco mais, muito pouca é a imprensa portuguesa que se dedica ao heavy metal, o que digamos que deixa muito a desejar.
No caso de não nos contentarmos com o que é nacional, temos sempre a opção de recorrer às revistas importadas, não fosse o caso de cada uma delas ter um custo mínimo de 5 euros.
Pois é, isso mesmo. Quando nos deliciamos e somos aliciados ao ver as magníficas capas metaleiras, quase que caímos no intuito de comprá-las imediatamente, não fosse o caso de a etiquetazinha branca estar lá bem visível, para nos fazer abrir os olhos.
Ou seja, a nossa liberdade de escolha acaba por não ser assim tão grande. É optar pelo que é nosso (português) ou pagar o custo acrescido do que vem de lá fora.
E é realmente uma pena.
Com tanta coisa boa à vista, como a Metal Hammer, a Revolver, a Metal Maniacs, a Kerrang! , a Metalized, a Monster, a Rock Express, a Heavy Rock, a Metal Edge, a Classic Rock e a Black Velvet, sujeitamo-nos a uma olhadela rápida enquanto esperamos por alguém na fila da Fnac.
Digam lá se não ficamos a salivar por mais?