sexta-feira, 25 de junho de 2010

Slash no Coliseu do Porto

Mal tenho palavras para descrever tudo o que aconteceu nesta noite mas prometo tentar aproximar-me com o maior rigor possível da realidade.
Coliseu, duas horas e meia da tarde e já se encontravam à volta de trinta pessoas sentadas nas escadas a aguardar, uns mais ansiosos que outros, para assistir àquele que muitos consideram como um dos maiores guitarristas do mundo.
Os fãs vinham de diferentes pontos do país e abrangiam praticamente todo o tipo de estilos e idades, esforçando-se ao máximo para aguentar da melhor maneira as muitas horas que ainda tinham pela frente até ao grande concerto.
Por volta das oito e meia abriram finalmente as portas e a verdade é que a antecipação era palpável no ar e que praticamente todos já estávamos com o nervoso miudinho por finalmente concretizarmos um dos maiores sonhos da nossa vida.
Cerca de duas horas depois, é finalmente possível vislumbrar a silhueta de alguém com uma cartola na cabeça; é o Slash! afirmam com convicção e todos gritam de êxtase à sua entrada em palco.  
O resto da noite foi  inesgotável, muitos saltos na plateia, muitos sorrisos por parte de M. Kennedy (vocalista convidado), muitos mais elogios de ambas as partes e a satisfação de uns e de outros.
Além da diversão geral, foi possível ainda reviver muita da discografia do guitarrista, desde músicas dos álbuns dos Guns n' Roses, até ao mais recente álbum a solo, não deixando nunca para trás o Snakepit e a época dos Velvet Revolver,  bem como ouvir solos e interpretações de grandes músicas, tais como o solo do Godfather Theme, Voodoo Child de Jimi Hendrix e Communication Breakdown dos Led Zeppelin mas sem dúvida que o ponto alto da noite foi a Sweet Child of Mine.
Mas a verdade é que embora o concerto tenha feito as maravilhas de todos os que puderam estar presentes, não foi totalmente bem concedido uma vez que o som do microfone estava muito abaixo do que devia e portanto todos tivemos dificuldade em ouvir a voz fantástica de Kennedy.
Concluindo, à parte de alguns erros técnicos, é seguro afirmar que Saul Hudson vai deixar saudades na cidade invicta e que todos esperam poder repetir a noite memorável de dia 22 de Junho.



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Old vs. New Metal

Como é do conhecimento geral, algumas bandas mais recentes (por recentes entenda-se formadas a partir dos anos 90) são consideradas bandas de new metal (ou nu metal), termo esse muitas vezes utilizado de modo pejorativo.
No entanto, o verdadeiro significado desta designação é atribuído a bandas que foram largamente influenciadas não só pelos avós do heavy metal, digamos assim, mas também por outros géneros musicais como o raggae, o rap, o funk, etc e que combinaram todos estes estilos num só.
Quem poderá ser um dos principais impulsionadores deste género de metal é Ozzy Osbourne, uma vez que convidou inúmeras bandas recém formadas para participarem no Ozzfest, um festival criado por si e pela sua mulher que incorpora tanto bandas de renome mundial como algumas menos reconhecidas, criando assim notabilidade a bandas como System of a Down, Slipknot e Limp Bizkit, entre outras.
Embora estas sejam as bandas mais recentes e muito apreciadas, existem inúmeros fãs que afirmam que estes não passam de posers e que o verdadeiro metal foi feito nas décadas de 70 e 80, acusando-os assim de não serem verdadeiros metaleiros e de terem perdido a autenticidade atribuída ao som do metal.
Analisando os prós e os contras a verdade é que o new metal veio abrir as portas para uma maior globalização da música, veio contribuir também para a ruptura de muitos mitos que existiam em relação ao metal e já para não falar que contribuiu para uma maior abrangência de público.
No entanto, este último ponto poderá não ser assim tão favorável se pensarmos que o metal deixou de ser um estilo de vida para apenas aqueles que o compreendem, passam a ser um estilo de vida para todos aqueles dispostos a adoptá-lo.
Ainda por outro lado, é inegável afirmar que os anos 70 e 80 foram  sem dúvida nenhuma anos de ouro,  com o aparecimento de bandas que ainda hoje são não só grandiosas sonoramente, mas  que também conseguem criar um grande espectáculo.
 São músicos que por muitos anos que passem ainda nos causam aquele arrepio na espinha, facto que acho que não acontece tão frequentemente com as bandas mais recentes.
Portanto, no caso de eleger a melhor época do metal,  tudo não passa de uma opção de escolha individual e quanto ao que será melhor musicalmente, que venha o diabo e escolha.

domingo, 6 de junho de 2010

Vícios

Provavelmente um dos lemas mais conhecidos mundialmente é"Sex, Drugs and Rock n' Roll" o que digamos se aplica bastante bem ao metal.
Algures na sua carreira já todas as bandas tiveram a sua cota de vícios, quer sejam drogas, álcool ou sexo com as groupies e praticamente todas elas tiveram que lutar para que os seus actos não acabassem por prejudicar irremediavelmente a sua carreira e mais que isso, a sua paixão.
Se portanto não é estranho que uma pessoa seja viciada neste meio, porque não pode ser um fã viciado em heavy metal? Fã que é fã vive com, para e pelo metal, facto que pelo menos a mim não me causa qualquer estranheza.
No entanto, fiquei bastante intrigada quando li a publicação online de uma notícia onde se afirma que na Suécia um metalhead foi acusado de ser dependente de metal só porque não consegue conter este estilo de vida, o que acaba por prejudicá-lo em tudo o resto.
Posto isto, e após avaliação psicológica, foi acusado de possuir uma doença mental, pelo que lhe foi atribuída uma pensão de invalidez no valor de 400 euros por mês.
Conclusão, não sei se hei-de rir se ficar enfurecida com tamanha estupidez.
Parece-me claramente óbvio que  o governo não racionalizou bem o problema como devia, apenas se limitou a estereotipar a situação uma vez que se trata de um metaleiro.
Malucos sim, mas neste caso, também mais abonados.


PS: Ao que sei o António Freitas é viciado em metal, porquê que o nosso governo não lhe atribui uma pensão de invalidez, também?
Com certeza que ele agradecia os 400 euros extra na conta bancária ao fim do mês.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Metal em Portugal

Tal como no resto do mundo, o metal também chegou a Portugal na década de oitenta mas infelizmente muitos dos pioneiros não foram reconhecidos como tal, acabando pouco depois no esquecimento.
Nesta época, os meios de comunicação não eram muito apologistas da ideia de passar sonoridades pesadas que começavam a surgir lá fora, o que dificultava a vida aos curiosos pois não tinham como contactar com este tipo de música.
Por isso, começaram a ser criadas rádios piratas e fanzines por todos aqueles que se interessavam pela cena metaleira, publicitando as bandas portuguesas e mostrando as novidades mundiais, o que permitiu criar aos poucos e poucos uma legião de metalheads.
Os primeiros grandes impulsionadores surgiram em 1979, os NZZN conjuntamente com os Xeque - Mate,   que vieram introduzir o hard rock/heavy metal ao nosso país.
Apenas dois anos depois formaram-se as bandas Tarantula e  Sepulcro, oriundos do norte e da margem sul, respectivamente.
Seguidamente surgiram muitas mais bandas por todo o país, largamente influenciadas pela NWBHV ( New Wave of British Heavy Metal).
Os STS Paranoid, os Valium, os Ibéria e os Ramp (já na década de 90), são algumas das muitas que podem ser referidas.
Assim, quando pensarem que o metal português se resume aos Moonspell, lembrem-se que embora tenham sido muito importantes na divulgação de Portugal, não foram nem de longe os primeiros a surgir e que é importante saber que por cá, tal como noutros países, também se fez metal muito bom.

 (STS( Satan Take Our Souls) Paranoid)


PS: Os Tarantula já actuaram com bandas de renome mundial. 
Partilharam o palco com os Deep Purple, Manowar, Hamerfall, Motörhead, Helloween entre outros. 
Antes de serem os Tarantula a banda chamava-se Mac Zac.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Novos formatos vs. velhos hábitos

Sabem aquela velha sensação de comprar um álbum acabado de sair nas lojas e de o querer absorver até ao mais ínfimo pormenor?
 Pura e simplesmente já não tem a mesma piada com os novos formatos de audio.
Quer dizer, é claro que ainda vou meticulosa e religiosamente todas as semanas à Fnac à procura de novos lançamentos ou de algo que ainda não tenha visto e que me possa suscitar algum interesse mas não é a mesma  coisa chegar a casa e passá-lo para o i-pod.
Não que seja mau, se compararmos o peso deste (i-pod) com o peso dos antigos leitores de cds portáteis vê-se bem a vantagem, e nem sequer vale a pena mencionar a era do vinil, mas simplesmente havia outro entusiasmo, outra vontade de descoberta que hoje já não cativa tanto e a procura às vezes já não compensa.
Será que devemos mesmo sacrificar o prazer de ouvir um bom álbum de metal em prole das novas tecnologias?


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Metal Camp

Metal Camp é o nome de um festival que se realiza anualmente na República da Eslovénia, desde o ano de 2004.
Na realidade, pouco ou nada sei a respeito deste festival para além do que acabo de referir acima mas fiquei bastante intrigada porque para além de nunca antes ter ouvido falar, acaba por ser semelhante ao cruzeiro metaleiro do qual já vos falei.
Durante uma semana, mais de uma centena de metalheads juntam-se na cidade de Tolin, montam as tendas de campismo e vão todos para a praia enquanto não chega a hora dos concertos.
Agora imaginem a cena mais bizarra que será, ver uma pequena praia coberta de preto por todo o lado, principalmente à população local que não deve estar nada habituada a isso.
 Quanto a vocês não sei mas a mim soa-me a paraíso e se pudesse era sem dúvida um festival a não faltar.
Se quiserem saber mais informações ou consultar os cartazes, visitem www.metalcamp.com .


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Look from hell

Toda a gente sabe o que define um metaleiro, basta olhar duas vezes para um.
T-shirt geralmente com o logo de uma banda, jeans ou calças pretas, sapatilhas all star  ou botas e obviamente o cabelo comprido, embora hoje em dia já nem se use tanto.
Quanto às raparigas que gostam deste género, embora também adoptem o mesmo estilo que os rapazes, geralmente têm mais dificuldade neste assunto porque embora sendo metaleiras, não deixam de querer parecer femininas.
E as tatuagens. Cobrir a pele acaba por ser mais um dos complementos que confere um visual completo a um metalhead.
Por esta altura já estarão a pensar que fui escolher o tema mais fútil e mais dispensável que mencionei neste blogue, no entanto não devemos esquecer que este é um dos principais pontos em que a sociedade se foca e que por isso nos discrimina.
É que  não consigo evitar de pensar que se todos os metaleiros do mundo se vestissem formalmente num dia especifico do ano, só para ter a reacção dos "normais" seria a coisa mais hilariante de sempre porque mais uma vez seriamos discriminados, não por usar o que normalmente usamos mas porque adoptámos o estilo deles.
Concluindo, somos o que somos e ainda bem que assim o é, caso contrário seriamos todos iguais. (fiz algum sentido?)


PS: Sugestões de lojas com roupas para miúda são muito bem vindas.